quarta-feira, 29 de abril de 2015

A PSICANÁLISE DE FREUD


A PSICANÁLISE DE FREUD – A psicanalise é um termo criado por Freud em 1896, para nomear um método particular de psicoterapia e tratamento pela fala, proveniente do processo catártico de Josef Breuer e pautado na exploração do inconsciente, com a ajuda da associação livre, por parte do paciente, e da interpretação, por parte do psicanalista.

INCONSCIENTE – Em psicanálise, o inconsciente é um lugar desconhecido pela consciência: uma outra cena.
Na primeira tópica elaborada por Freud, trata-se de uma instância ou um sistema constituído por conteúdos recalcados que escapam às outras instâncias, o pré-consciente e o consciente.
Na segunda tópica deixa de ser uma instância para servir para qualificar o “isso” e, em grande parte, o eu e o supereu (Id, ego e superego).
O inconsciente possui uma particularidade de ser ao mesmo tempo interno ao sujeito e a sua consciência, e externo a qualquer forma de dominação pelo pensamento consciente. O pensamento inconsciente foi então domesticado, quer para ser interpretado na razão, quer para ser rejeitado para a loucura.
Os conteúdos do inconsciente não são as pulsões como tais, pois estas nunca podem tornar-se conscientes, mas o que Freud denomina de representantes-representações, uma espécie de representações das pulsões, baseados em traços mnêmicos. Esses conteúdos, fantasias e roteiros em que as pulsões estão fixadas, buscam permanentemente descarregar-se de seus investimentos pulsionais, sob a forma de moções de desejo. Entre esses conteúdos inconscientes, as diferenças concernem apenas à natureza e a força do investimento pulsional.
Para Lacan, o insconsciente tinha a estrutura radical da linguagem, sendo, pois estruturado como uma linguagem, sendo a linguagem a condição do inconsciente. A ideia lacaniana de uma primazia da linguagem e do significante, repousa no dado primordial de que o individuo não aprende a falar, mas é instituído ou construído como sujeito pela linguagem.
O isso é um termo conceituado por Freud para designar uma das três instãncias da segunda tópica freudiana, ao lado do eu e do supereu. O isso é concebido como um conjunto de contepudos de natureza pulsional e de ordem inconsciente.
O eu é a sede da consciência e é o lugar de um sistema pulsional: as pulsões do eu ficam a serviço da autoconservação, incluindo as necessidades orgânicas primarias não sexuais. Com a teoria do narcisismo, o eu passa a ser mediador da realidade externa e objeto de amor e reservatório da libido. Para Lacan, o eu é o núcleo da instância imaginaria na fase chamada de estádio do espelho, entendendo que o eu não pode reagir no lugar do isso, mas que o sujeito deve estar ali onde se encontra o isso, determinado por ele, pelo significante.
O supereu é conceito criado por Freud o qual mergulha suas raízes no isso e, de uma maneira implacável exerce as funções de juiz e censor em relação ao eu.

PULSÃO – É o termo empregado por Freud dentro de um conceito da doutrina psicanalista, definido como a carga energética que se encontra na origem da atividade motora do organismo e do funcionamento psíquico inconsciente do homem.
Para Lacan, a pulsão é um dos quatro conceitos fundamentais da psicanálise, entretanto, ele isola a elaboração freudiana de suas bases biológicas e insiste no caráter constante do movimento da pulsão, um movimento arrítmico que a distingue de todas as concepções funcionais. A abordagem lacaniana da pulsão increve-se numa abordagem do inconsciente em termos de manifestação da falta e do não realizado. Nessas condições, a pulsão é considerada na categoria do real, sublinhando que o objeto da pulsão não pode ser assimilado a nenhum objeto concreto. Para apreender a essência do funcionamento pulsional, é preciso conceber o objeto como sendo da ordem de um oco, de um vazio, designado de maneira abstrata e não representável. Assim, a pulsão é uma montagem, caracterizada por uma descontinuidade e uma ausência de lógica racional, mediante a qual, a sexualidade participa da vida psíquica, conformando-se à hiância do inconsciente, ou seja, a pulsão é sempre parcial, adicionando dois outros objetos pulsionais além das fezes e do seio: a voz e o olhar. E deu0lhes um nome: objetos do desejo.
A pulsão sexual é um impulso no qual a libido constitui a energia (diferente do instinto sexual nem se reduzindo às atividades sexuais). Não existe da infância à puberdade, assumindo a forma de um conjunto de pulsões parciais, ou seja, processo de apoio em outras atividades somáticas. Ela pode encontrar sua unidade através da satisfação genital e da função de procriação. Sua energia é de ordem libidinal e estão dominadas pelo principio do prazer. A pulsão sexual possui quatro destinos: a inversão, a reversão para a própria pessoa; o recalque; e a sublimação.
As pulsões ou de autoconservação estão a serviço do desenvolvimento psíquico pelo princípio de realidade.
A pulsão de morte é a tendência à agressão, caráter demoníaco, tendência destrutiva e autodestrutyiva, com a finalidade de reconduzir o que está vivo ao estado inorgânico. Ela se confronta com Eros – as pulsões de vida.

PRINCÍPIO DO PRAZER – É um dos princípios que regem o funcionamento psíquico, com o objetivo de proporcionar prazer e evitar o desprazer, sem entraves nem limites.

PRINCÍPIO DE REALIDADE – É um dos princípios que regem o funcionamento psíquico, com o objetivo de modificar o prazer, impondo-lhe as restrições necessárias à adaptação à realidade externa.

RECALQUE – O recalque para psicanálise designa o processo que visa a manter no inconsciente todas as ideias e representações ligadas às pulsões e cuja realização, produtora de prazwer, afetaria o equilíbrio do funcionamento psicológico do individuo, transformando-se em fonte de desprazer. Freud, que modificou diversas vezes sua definição e seu campo de ação, considera que o recalque é constitutivo do núcleo original do inconsciente.
Na segunda tópica, o recalque é ligado à parte inconsciente do eu. O recalcado funde-se com o isso, só se separando pelas resistências do recalque.

CENSURA – É a instância psíquica que proíbe que emerja na consciência um desejo de natureza inconsciente e o faz aparecer sob forma travestida. É identificada com o supereu, a instância que funciona como censor do eu.

Veja mais:


domingo, 26 de abril de 2015

PSICOPATOLOGIA & A MEMÓRIA E SUAS ALTERAÇÕES


MEMÓRIA - A memória, para Dalgalarrondo (2008), é a capacidade de registrar, manter e evocar as experiências e os fatos já ocorridos. A capacidade de memorizar relaciona-se intimamente com o nível de consciência, com a atenção e com o interesse afetivo. Os processos da memória são codificação, armazenamento e recuperação.

TIPOS DE MEMÓRIA – Para Dalgalarrondo (2008), os tipos de memória são: cognitiva, genética, imunológica, coletiva ou cultural.
Memória cognitiva (psicológica), que permite ao indivíduo registrar, conservar e evocar, a qualquer momento, os dados aprendidos da experiência. A memória cognitiva é composta de três fases ou elementos básicos: Fase de registro (percepção, gerenciamento e início da fixação) Fase de conservação (retenção) Fase de evocação (também denominada de lembranças, recordações ou recuperação).
Memória genética (genótipo): conteúdos de informações biológicas adquiridos ao longo da história filogenética da espécie, contidas no material genético (DNA, RNA, cromossomos, mitocôndrias) dos seres vivos.
Memória imunológica: informações registradas e potencialmente recuperáveis pelo sistema imunológico de um ser vivo.
Memória coletiva ou cultural: conhecimentos e práticas culturais (costumes, valores, habilidades artísticas e estéticas, preconceitos, ideologias, estilo de vida, etc.) produzidos, acumulados e mantidos por um grupo social minimamente estável.

FATORES PSICOLÓGICOS DO PROCESSO DE MEMORIZAÇÃO - Dalgalarrondo (2008) assinala que do ponto de vista psicológico, o processo de fixação (engramação) depende de: nível de consciência e estado geral do organismo (o indivíduo deve estar desperto, não muito cansado, bem-nutrido, calmo, etc.); atenção global e capacidade de manutenção de atenção concentrada sobre o conteúdo a ser fixado (capacidade do indivíduo concentrar-se); sensopercepção preservada; interesse e colorido emocional relacionado ao conteúdo mnêmico a ser fixado, assim como do empenho do indivíduo em aprender (vontade e afetividade); conhecimento anterior (elementos já conhecidos ajudam a adquirir elementos novos); capacidade de compreensão do conteúdo a ser fixado; organização temporal das repetições (distribuição harmônica e ritmada no tempo auxilia na fixação de novos elementos); canais sensoperceptivos envolvidos na percepção, já que, quanto maior o número de canais sensoriais, mais eficaz a fixação (p. ex., o método audiovisual de ensino de línguas).
A conservação (retenção) dos elementos mnêmicos depende de: repetição (pois, de modo geral, quanto mais se repete um conteúdo, mais facilmente este se conserva); associação com outros elementos (cadeia de elementos mnêmicos).
A evocação é a capacidade de recuperar e atualizar os dados fixados.
Esquecimento é a denominação que se dá à impossibilidade de evocar e recordar. Segundo Dalgalarrondo (2008), o esquecimento (o oposto da evocação) se dá por três vias: esquecimento normal, fisiológico: por desinteresse do indivíduo ou por desuso; esquecimento por repressão: quando se trata de conteúdo desagradável ou pouco importante para o indivíduo, podendo, no entanto, o sujeito, por esforço próprio, voltar a recordar certos conteúdos reprimidos (que ficam estocados no préconsciente); e esquecimento por recalque: certos conteúdos mnêmicos, devido ao fato de serem emocionalmente insuportáveis, são banidos da consciência, podendo ser recuperados apenas em circunstâncias especiais (ficam estocados no inconsciente). Segundo a lei de Ribot, o indivíduo que sofre uma lesão ou doença cerebral, sempre que esse processo patológico atinge seus mecanismos mnêmicos de registro e recordação, tende a perder os conteúdos da memória (esquecimento) seguindo algumas regularidades: o sujeito perde as lembranças e seus conteúdos na ordem e no sentido inverso que os adquiriu; consequência do item anterior, ele perde primeiro elementos recentemente adquiridos e, depois, os elementos mais antigos; perde primeiro elementos mais complexos e, depois, os mais simples; perde primeiro os elementos mais estranhos, menos habituais e, só posteriormente, os mais familiares; primeiramente, perde os conteúdos mais neutros; depois, perde os elementos afetivos e, apenas no fim, os hábitos e os comportamentos costumeiros mais profundamente enraizados no repertório comportamental e mental.
O reconhecimento é a capacidade de identificar o conteúdo mnêmico como lembrança e diferenciá-la da imaginação e de representações atuais.

FASES OU TIPOS DE MEMÓRIA - Dalgalarrondo (2008) observa que em relação ao processo temporal de aquisição e evocação de elementos mnêmicos, a neuropsicologia moderna divide a memória em quatro fases ou tipos: imediata ou de curtíssimo prazo, recente ou de curto prazo, remota ou de longo prazo.
A memória imediata ou de curtíssimo prazo (de poucos segundos até 1 a 3 minutos). Este tipo de memória confunde-se com a atenção e com a memória de trabalho (que será vista adiante), pois é a capacidade de reter o material (palavras, números, imagens, etc.) imediatamente após ser percebido. A memória imediata tem capacidade limitada e depende da concentração, da fatigabilidade e de certo treino. As memórias imediata e de trabalho dependem sobretudo da integridade das áreas pré-frontais.
A memória recente ou de curto prazo (de poucos minutos até 3 a 6 horas). Refere-se à capacidade de reter a informação por curto período. Também é um tipo de memória de capacidade limitada. A memória recente depende de estruturas cerebrais das partes mediais dos lobos temporais, como a região CA1 do hipocampo, do córtex entorrinal, assim como do córtex parietal posterior.
A memória remota ou de longo prazo (de meses até muitos anos). É a capacidade de evocação de informações e acontecimentos ocorridos no passado, geralmente após muito tempo do evento (pode durar por toda a vida). É um tipo de memória de capacidade bem mais ampla que a imediata e a recente. Acredita-se que a memória remota relaciona-se tanto ao hipocampo (no processo de transferência de memórias recentes para remotas) como a amplas e difusas áreas corticais, principalmente frontais, incluindo todos os outros lobos cerebrais, sobretudo em suas áreas corticais de associação.

ALTERAÇÕES DA MEMÓRIA – As alterações da memoria são classificadas em quantitativas e qualitativas.

ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS – As alterações quantitativas compreendem a hipermnesia, a hipmnesia e a amnesia.

A HIPERMNESIA – Conforme Paim (1993), a hipermnesia ocorre quando se evocam lembranças casuais com mais vivacidade e exatidão que ordinariamente, ou quando se recordam particularidades que comumente não surgem. Não existe na realidade aumento da memoria; verifica-se apenas maior facilidade na evocação, limitada habitualmente a períodos específicos, a eventualidades específicas ou a experiências realizadas com afetos particularmente intensos. As hipermnésias, para Dalgalarrondo (2008), são as representações (elementos mnêmicos) afluem rapidamente, em tropel, ganhando em número, perdendo, porém, em clareza e precisão. A hipermnésia traduz mais a aceleração geral do ritmo psíquico que uma alteração propriamente da memória.

A HIPOMNESIA – A hipomnesia, para Paim (1993), é a diminuição do numero de lembras evocáveis na unidade de tempo.

A AMNÉSIA – A amnesia, segundo Paim (1993), é a desaparição completa das representações mnêmicas correspondentes a um determinado tempo da vida do individuo.
Denomina-se amnésia, para Dalgalarrondo (2008), a perda da memória, seja a da capacidade de fixar ou a da capacidade de manter e evocar antigos conteúdos mnêmicos.
A amnésia anterógrada designa a amnesia que se refere aos fatos transcorridos depois da causa determinante do distúrbio, como sinônimo de perturbação da fixação. Ocorre nos casos de ofuscamento da consciência, nos estados de agitação, na síndrome de Korsakov. Os doentes com amnesia anterógrada não podem relembrar os fatos recentes, conservando entretanto a capacidade para recordar acontecimentos do passado mais remoto. Observa-se como fato geral que os defeitos pronunciados da fixação se acompanham frequentemente de fabulações. Na amnésia anterógrada, Dalgalarrondo (2008) identifica que o indivíduo não consegue mais fixar elementos mnêmicos a partir do evento que lhe causou o dano cerebral. A amnésia anterógrada é um distúrbio-chave e bastante frequente na maior
parte dos distúrbios neurocognitivos.
A amnesia retrógrada refere-se à perda da memoria dos fatos ocorridos antes de um insulto cerebral (traumatismos cranianos, apoplexia, ictus paralítico, eclampsia, tentativas e enforcamento, intoxicação por óxido de carbono, embriaguez grave) e que se estende a dias ou semanas para trás da lesão. Consiste habitualmente, na perda da memoria relativa a um espaço de tempo limitado: algumas horas, dias, mais raramente semanas ou anos. Em alguns casos, a amnesia retrógrada pode compreender todos os acontecimentos anteriores da vida do enfermo. Segundo Dalgalarrondo (2008), na amnésia retrógrada, o indivíduo perde a memória para fatos ocorridos antes do início da doença (ou trauma). Sua ocorrência sem amnésia anterógrada pode ser observada em quadros dissociativos (psicogênicos), como a amnésia dissociativa e a fuga dissociativa.
A amnesia retroanterógrada é a que se refere aos fatos ocorridos antes e depois da causa determinante. Trata-se de uma alteração simultânea da fixação e da evocação. Encontra-se nos casos graves de demências orgânicas, de amência e de traumatismo cranioencefálicos. Se é de instalação súbita e total, privando o individuo da capacidade de compreensão e de orientação no tempo e no espaço, toma o nome de psicorrexe.
A amnesia transitória se caracteriza pela incapacidade de fixar acontecimentos recentes. Os enfermos conservam a capacidade de evocação, porém revelam transtornos da orientação têmporo-espacial, fabulações e perseveração.
A amnesia lacunar ocorre nos casos de traumatismos cranioencefálicos. Esta perda de memória esteve na razão inversa do tempo que decorreu entre as ações e a queda, e a volta da memoria operou-se numa ordem determinada, do mais longínquo para o mais próximo.

ALTERAÇÕES QUALITATIVAS – Para Paim (1993), os transtornos qualitativos da memória de evocação denominam-se de paramnésias, as quais são divididas em ilusões mnêmicas, alucinações mnêmicas, fabulações, fenômeno do já visto, cruotomnesia e ecmnesia.
As ilusões mnêmicas são constituídas pela formação das lembranças em virtude do acréscimo de elementos falsos ao núcleo da imagem mnêmica, razão pela qual esta adquire o caráter de lembrança fictícia. Segundo Dalgalarrondo (2008), nas ilusões mnêmicas há o acréscimo de elementos falsos a um núcleo verdadeiro de memória. Por isso, a lembrança adquire caráter fictício. Muitos pacientes informam sobre o seu passado indicando claramente deformação de lembranças reais. Ocorre na esquizofrenia, na paranóia, na histeria grave, nos transtornos da personalidade (borderline, histriônica, esquizotípica, etc).
As alucinações mnêmicas são as criações imaginativas com aparência de reminiscência, que não correspondem a nenhuma imagem de épocas passadas. Segundo Dalgalarrondo (2008), as alucinações mnêmicas são verdadeiras criações imaginativas com a aparência de lembranças ou reminiscências que não correspondem a qualquer elemento mnêmico, a qualquer lembrança verdadeira. Podem surgir de modo repentino, sem corresponder a qualquer acontecimento. Ocorrem principalmente na esquizofrenia e em outras psicoses funcionais.
As fabulações consistem no relato de coisas fantásticas que, na realidade, nunca aconteceram. Em grande parte, resultam de uma alteração da fixação e de uma incapacidade para reconhecer como falsas as imagens produzidas pela fantasia. Segundo Dalgalarrondo (2008), as fabulações (ou confabulações), os elementos da imaginação do doente ou mesmo lembranças isoladas completam artificialmente as lacunas de memória, produzidas, em geral, por déficit da memória de fixação. Além do déficit de fixação, o doente não é capaz de reconhecer como falsas as imagens produzidas pela fantasia. As fabulações (ou confabulações) são invenções, produtos da imaginação do paciente, que preenchem um vazio da memória. O paciente não tem intenção de mentir ou enganar o entrevistador. É possível produzi-las, direcioná-las ou estimulá-las ao perguntar ao doente se ele lembra de um encontro há dois anos, em um bar de seu bairro, ou perguntando-lhe o que fez no domingo anterior (ou na noite passada). As fabulações são entendidas como um déficit de “monitoração da realidade”. Ocorrem frequentemente na síndrome de Korsakoff, secundária ao alcoolismo crônico, associado a déficit da tiamina (vitamina B1), traumatismo craniano, encefalite herpética, intoxicação pelo monóxido de carbono, etc. A síndrome de Korsakoff é caracterizada por déficit intenso de memória de fixação (sobretudo do tipo episódica), que geralmente vem acompanhado de fabulações e desorientação temporoespacial.
O fenômeno do já visto consiste no fato de o individuo ter a impressão de que a vivencia atual foi experimentada no passado.
A criptomnésia é um falseamento da memória em virtude do qual as lembranças perdem suas qualidades e aparecem ao paciente como fatos novos.
A ecmnesia consiste na revivescência muito intensa, às vezes de duração breve, de lembranças anteriores que pareciam esquecidas. Esses indivíduos podem perder a identidade atual e vivem as cenas evocadas como se estivessem recolocados na época de sua existência em que elas sucederam.

REFERÊNCIAS
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2008.
PAIM, Isaías. Curso de psicopatologia. São Paulo: EPU, 1993.


Veja mais aqui.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

PROJETO DE EXTENSÃO PSICOLOGIA, JORNALISMO & PUBLICIDADE


PROJETO DE EXTENSÃO – Em continuidade às atividades do Projeto de Extensão Infância, Imagem e Literatura: uma experiência psicossocial na comunidade do Jacaré – AL, realizado pelos graduandos dos cursos de Psicologia, Jornalismo e Publicidade do Centro Universitário Cesmac, sob a coordenação do Professor Ms Cláudio Jorge Gomes de Morais, realizou-se na última quinta-feira, dia 23 de abril, mais uma reunião regular para andamento das atividades.

Na ocasião foram debatidas pautas de posicionamento e fundamentação teórica das práticas a serem desenvolvidas pelos membros, procurando definir as ações a serem realizadas na comunidade. Como primeira ação, foi sugerida a confecção de um questionário para aplicação entre os moradores da comunidade, com o objetivo de levantar as principais demandas daquela população. Definiu-se, portanto, a feitura de um esboço do questionário para debate na próxima reunião.


Em seguida foi feita a exposição da história infantil O jacaré e a Princesa, criada a partir da última visita realizada à comunidade do Jacaré, hoje denominada de Condomínio Residencial Recanto da Ilha, explicitando-se as bases de transformação da narrativa em texto teatral infantil. Após a exposição, definiu-se a realização de um debate a ser encetado na próxima reunião, com vistas ao recolhimento de ideias e formatação do texto teatral.

Definiu-se, por fim, que a próxima reunião será realizada na próxima quinta-feira, dia 30 de abril, na sala de TI1, do campus II do Cesmac.

Estiveram presentes na reunião, o professor Cláudio Jorge Morais, Luiz Alberto Machado, Alessandra Matos, Fran Miranda, Luiz Gustavo, Fernanda Angélica, Williane Sotero e Gustavo Santos.


Veja mais do projeto aqui, aqui, aqui e aqui.


terça-feira, 21 de abril de 2015

PSICOPATOLOGIA – ALTERAÇÕES DA ORIENTAÇÃO


ORIENTAÇÃO – Conforme Paim (1993), orientação  é um complexo de funções psíquicas em virtude das quais temos consciência, em cada momento de nossa vida, da situação real em que nos encontramos. Ela se encontra intimamente ligada às noções de espaço e tempo. Para Dalgalarrondo (2008) é a capacidade de situar-se quanto a si mesmo e quanto ao ambiente é elemento básico da atividade mental.
O espaço ou a violação da distância individual representa a violação das leis sociais e consequentemente, constitui a invasão do espaço pessoal ou uma intrusão nas fronteiras do eu individual. As pessoas não toleram sem um certo grau de ansiedade a invasão do seu espaço pessoal. O hospital psiquiátrico se tornou uma instituição condenada justamente porque os pacientes não dispõem de espaço pessoal. O primeiro ato de degradação no hospital psiquiátrico é a perda de identidade. O próprio ato de internação já representa uma violação da distancia individual. Os enfermos se queixam de que o seu espaço pessoal é a todo instante invadido por enfermeiras, auxiliares acadêmicos e médicos, que não têm o menor respeito pela individualidade dos pacientes. Normalmente o ato de internação supõe já o passo definitivo mediante o qual a sociedade repudia um dos seus membros e o coloca em mãos do psiquiatra. Nessas condições, o denominado louco não retornará à sociedade enquanto não for considerado adaptado às normas vigentes. Por isso mesmo, o hospital psiquiátrico sempre inspirou temor em decorrência não só das restrições impostas, mas, sobretudo, por causa dos portões fechados a cadeados, que isolam o paciente da sociedade.
O tempo, com base em Jaspers, envolve o saber sobre o tempo (refere-se ao tempo objetivo e ao rendimento na avaliação correta ou falsa dos períodos de tempo), a vivência do tempo (consequência total do tempo), tratar o tempo (situação básica de temporalidade, na espera, no amadurecimento da decisão).
A orientação no tempo e no espaço depende estritamente da percepção, da memoria e da continua elaboração psíquica dos acontecimentos. É através da memória que se forma a ligação entre o momento presente e o passado, estabelecendo-se a noção exata do tempo ou da época em que nos encontramos.
A alopsiquica é a orientação no tempo e no espaço. Para Dalgalarrondo (2008), a orientação alopsíquica diz respeito à capacidade de orientar-se em relação ao mundo, isto é, quanto ao espaço (orientação espacial) e quanto ao tempo (orientação temporal).
A autopsiquica é a indicação muito precisa sobre o estado global do psiquismo do paciente. Dalgalarrondo (2008) assinala que a orientação autopsíquica é a orientação do indivíduo em relação a si mesmo. Revela se o sujeito sabe quem é: nome, idade, data de nascimento, profissão, estado civil, etc.

ALTERAÇÕES DA ORIENTAÇÃO – Para Paim (1993), nas alterações da orientação estudam-se a desorientação auto e alopsiquica, e as falsas noções sobre a enfermidade e sobre as relações do enfermo com as demais pessoas do ambiente. Essas alterações dependem estritamente do tipo de perturbação das funções psíquicas a que se acham subordinadas a orientação no tempo, no espaço e referente à própria personalidade. Para Dalgalarrondo (2008), as alterações da orientação também podem ser decorrentes de déficits de memória (como nas demências) e de qualquer transtorno mental grave que desorganize o funcionamento mental global.
A desorientação apática apresente o paciente completamente lucido e perceba com clareza e nitidez sensorial o que se passa no mundo exterior, existe falta de interesse, inibição psíquica ou insuficiente energia psíquica para elaboração das percepções e do raciocínio. O enfermo percebe todas as particularidades do ambiente, mas não tem capacidade para formar um juízo sobre a própria situação. Para Dalgalarrondo (2008) essa desorientação ocorre por apatia ou desinteresse profundos. Aqui, o indivíduo torna-se desorientado devido a uma marcante alteração do humor e da volição, comumente em quadro depressivo. Por falta de motivação e interesse, o indivíduo, geralmente muito deprimido, não investe sua energia no mundo, não se atém aos estímulos ambientais e, portanto, torna-se desorientado.
A desorientação amnésica caracteriza-se pela incapacidade que o enfermo demonstra para fixar os acontecimentos e, consequentemente, para orientar-se no tempo, no espaço e em suas relações com as pessoas do ambiente.
A desorientação amencial advém dos casos de obnubilação da consciência acompanhada de dificuldades da compreensão e por consequência, de alterações da síntese perceptiva. Influem também no aparecimento da desorientação amencial – perturbação observada em sua forma característica no delirium de abstinência alcoólica -, onde se verificam alucinações e transtornos da compreensão que dificultam a orientação.
A desorientação delirante, apesar da completa lucidez da consciência, conservação da orientação e inexistência de alterações sensoperceptivas, observa-se em alguns enfermos mentais um tipo de desorientação, resultado da adulteração da situação no tempo e no espaço. Nesses casos, é muito frequente observar uma dupla orientação, a delirante ao lado da orientação normal, de sorte que os doentes, embora orientados no tempo e no espaço, acreditam que se encontram numa prisão ou no inferno. Dalgalarrondo (2008) observa que esse tipo de desorientação ocorre em indivíduos que se encontram imersos em profundo estado delirante, vivenciando ideias delirantes muito intensas, crendo com convicção plena que estão “habitando” o lugar (e/ou o tempo) de seus delírios. Nesses casos, é comum a chamada dupla orientação, na qual a orientação falsa, de delirante, coexiste com a orientação correta. O paciente afirma que está no inferno, cercado por demônios, mas também pode reconhecer que está em uma enfermaria do hospital ou em um CAPS. Pode, ainda, ocorrer de o paciente dizer, em um momento, que está na cadeia e que os enfermeiros são carcereiros, e afirmar, logo em seguida, que são enfermeiros do hospital (alternando sequencialmente os dois tipos de orientação).

DESDOBRAMENTO DA PERSONALIDADE – Segundo Paim (1993), os casos de desdobramento da personalidade, admite-se a possibilidade de apresentação alternativa, num mesmo individuo, de duas personalidade em que a primeira ignorava completamente a existência da segunda. A investigação científica do assunto mostrou a falta de consciência de tais observações.

DESPERSONALIZAÇÃO – Conforme Paim (1993), caracteriza-se por um inconcebível e inexplicável sentimento de estranheza que, inicialmente relacionado com o meio exterior, estende-se progressivamente à própria personalidade. O paciente assiste como um espectador, indiferente e inerte ao desenrolar de sua vida psíquica, como se tudo aquilo não estivesse relacionado com sua própria pessoa. Conserva um invencível estado de apatia. As percepções, as ideias, assim como os atos que porventura realize lhe são completamente estranhos.

REFERÊNCIAS
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2008.
PAIM, Isaías. Curso de psicopatologia. São Paulo: EPU, 1993.


Veja mais aqui.


PSICOPATOLOGIA – ALTERAÇÕES DA ATENÇÃO


ATENÇÃO – É definida, conforme Paim (1993) como um processo psicológico, mediante o qual concentramos a nossa atividade psíquica sobre o estímulo que a solicita, seja este uma sensação, percepção, representação, afeto ou desejo, a fim de fixar, definir e selecionar as percepções, as representações, os conceitos e elaborar o raciocínio. Não se trata de uma função psíquica autônoma, vez que se encontra vinculada à consciência, representando, com isso a faculdade de concentrar a atividade psíquica sobre determinado objeto. Na atenção, convém destacar a existência de diferentes níveis na atividade, verificando-se a elevação de nível na atividade perceptiva, motora e intelectual, bem como a predominância de um tipo de atividade sobre as demais no mesmo instante, em favor de uma atividade mais ou menos delimitada.
Para Dalgalarrondo (2008), a atenção pode ser definida como a direção da consciência, o estado de concentração da atividade mental sobre determinado objeto. Ela se refere ao conjunto de processos psicológicos que torna o ser humano capaz de selecionar, filtrar e organizar as informações em unidades controláveis e significativas.
O estado de atenção é um estado com uma claridade especial e um movimento de tensão para frente, no sentido de uma conscientização nova e superior.
O campo de atenção é a área que o ato intencional delimita em relação ao restante dos conteúdos da consciência. Distinguem-se, com isso, o campo de objeto e o campo de força.

FORMAS DE ATENÇÃO – Para Paim (1993) as formas de atenção são sensorial, motora e intelectual.
A atenção sensorial corresponde a uma atividade de espera, mais estática do que dinâmica, como a espera auditiva. A atenção visual é acompanhada de movimentos coordenados dos globos oculares que se dirigem de um ponto a outro, modificando-se a abertura das pupilas e a curvatura do cristalino. Ocorrem outros fenômenos em relação à atenção auditiva e gustativa. Essa atenção dirige-se para percepções claras e nítidas.
A atenção motora consiste no aparecimento de movimentos voluntários de uma tensão ao mesmo tempo sensorial e intelectual.
A atenção intelectual representa o ato de reflexão, quando necessitamos resolver qualquer problema em que se encontra implicado o raciocínio. Essa atenção dirige-se para produtos do pensamento, da memória, da imaginação.
Também existem outras duas formas: a atenção espontânea e a voluntária.
A atenção espontânea resulta de uma tendência natural da atividade psíquica a orientar-se espontaneamente para as solicitações sensoriais ou sensitivas ou numa simples fixação espontânea dos fenômenos, sem que nisso intervenha um proposito consciente. Para Dalgalarrondo (2008), a atenção espontânea, que é aquele tipo de atenção suscitado pelo interesse momentâneo, incidental, que desperta este ou aquele objeto, geralmente está aumentada nos estados mentais em que o indivíduo tem pouco controle voluntário sobre sua atividade mental.
A atenção voluntária é aquela que exige certo esforço, no sentido de orientar a atividade psíquica para determinado fim e tem como finalidade a atividade psíquica, permitindo que as representações e os conceitos permaneçam maior ou menor tempo no campo da consciência. A afetividade participa inegavelmente na direção da atenção voluntária. Essa atenção voluntária, para Dalgalarrondo (2008), exprime a concentração ativa e intencional da consciência sobre um objeto.
Acrescenta Dalgalarrondo (2008), com relação à direção da atenção, pode-se discriminar duas forma básicas: a atenção externa, projetada para fora do mundo subjetivo do sujeito, voltada para o mundo exterior ou para o corpo, geralmente de natureza mais sensorial, utilizando os órgãos dos sentidos. Difere-se da atenção interna, que se volta para os processos mentais do próprio indivíduo. É uma atenção mais reflexiva, introspectiva e meditativa. Em relação à amplitude da atenção, há a atenção focal, que se mantém concentrada sobre um campo determinado e relativamente delimitado e restrito da consciência, em contraposição à atenção dispersa, que não se concentra em um campo determinado, espalhando-se de modo menos delimitado

QUALIDADES DA ATENÇÃO – Paim (1993) destaca duas qualidade na atenção: tenacidade e vigilância.
A tenacidade é a propriedade de manter a atenção orientada de modo permanente em determinado sentido. Dalgalarrondo (2008) entende que a tenacidade consiste na capacidade do indivíduo de fixar sua atenção sobre determinada área ou objeto. Na tenacidade, a atenção se prende a certo estímulo, fixando-se sobre ele.
A vigilância é a possibilidade de desviar a atenção para um novo objeto, especialmente para um estímulo do meio externo. Para Dalgalarrondo (2008), a vigilância é definida como a qualidade da atenção que permite ao indivíduo mudar seu foco de um objeto para outro.

ASPECTOS BÁSICOS DA ATENÇÃO – Dalgalarrondo (2008) subdivide-se a atenção em quatro aspectos básicos: 1. Capacidade e foco de atenção; 2. Atenção seletiva; 3. Seleção de resposta e controle executivo; 4. Atenção constante ou sustentada.

ALTERAÇÕES DA ATENÇÃO – Paim (1993) assinala que as alterações da atenção desempenham importante papel no processo de conhecimento, vez que decorrem de deturpações de outras funções das quais depende o funcionamento normal da atenção. A fadiga, os estados tóxicos e diversos estados patológicos determinam uma capacidade de concentrar a atenção. Sob a influência de terminados alimentos, de bebidas alcoólicas e de substâncias farmacológicas, a atenção pode experimentar alterações em seu rendimento, estimulando ou diminuindo sua eficiências.
A distração é uma incapacidade quase completa de fixar a atenção. Para Dalgalarrondo (2008), a distração é um sinal, não de déficit propriamente, mas de superconcentração ativa da atenção sobre determinados conteúdos ou objetos, com a inibição de tudo o mais. Há, nesse sentido, certa hipertenacidade e hipovigilância. A distrabilidade é a incessante flutuação da atenção entre diversos objetos, quando se observa a diminuição da atenção voluntária e a conservação da espontânea. Assim, a distraibilidade é, ao contrário da distração, um estado patológico que se exprime por instabilidade marcante e mobilidade acentuada da atenção voluntária, com dificuldade ou incapacidade para fixar-se ou deter-se em qualquer coisa que implique esforço produtivo.
A hiperprosexia é o aumento quantitativo da atenção, referindo-se a uma superatividade da atenção espontânea, caracterizando-se por uma extrema habilidade de atenção, que leva o individuo a atender, simultaneamente, às mais variadas impressões sensoriais, sem que fixe a atenção sobre um objeto determinado. Para Dalgalarrondo (2008) a hiperprosexia consiste em um estado da atenção exacerbada, no qual há uma tendência incoercível a obstinar- se, a deter-se indefinidamente sobre certos objetos com surpreendente infatigabilidade.
A hipoprosesxia consiste no enfraquecimento acentuado da atenção em todos os seus aspectos, observada nos estados infecciosos acompanhados de obnubilação da consciência, na embriaguês alcoólica aguda, em casos de transtornos mentais tóxicos, na amência e em certas reações vivenciais anormais.
A aprosexia é a falta absoluta de atenção, dependendo esse tipo de transtorno de acentuada deficiência intelectual ou de inibição cortical. Esse estado difere da insuficiente capacidade de concentração de origem afetiva e das manifestações de negativismo esquizofrênico. Observa-se a aprosexia na amência, no estupor e nos estados demenciais. Para Dalgalarrondo (2008), denomina-se aprosexia a total abolição da capacidade de atenção, por mais fortes e variados que sejam os estímulos utilizados.

Destaca Dalgalarrondo (2008) que no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), há dificuldade marcante de prestar atenção a estímulos internos e externos, pois o paciente, geralmente criança ou adolescente, tem a capacidade prejudicada em organizar e completar tarefas, assim como relutância em controlar seus comportamentos e impulsos. Pacientes com TDAH revelam, em estudos de imagem cerebral, alterações no sistema frontal. A atenção constante prejudicada parece ser um aspecto primário e central dessa condição. A dificuldade é maior quando se faz necessário um estado de vigilância para detectar informação infrequente, sobretudo quanto tal informação não é motivacionalmente importante para o sujeito. Crianças com TDAH têm prejuízo relacionado à filtragem de estímulos irrelevantes à tarefa (embora seja questionável se a filtragem atencional é ou não o principal problema das pessoas com TDAH).

REFERÊNCIAS
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2008.
PAIM, Isaías. Curso de psicopatologia. São Paulo: EPU, 1993.


Veja mais aqui.


sábado, 18 de abril de 2015

PSICOLOGIA SOCIAL - INFÂNCIA, IMAGEM E LITERATURA


INFÂNCIA, IMAGEM E LITERATURA: UMA EXPERIÊNCIA PSICOSSOCIAL – Em continuidade ao desenvolvimento do projeto de extensão Infância, Imagem e Literatura: uma experiência psicossocial na comunidade do Jacaré – AL, realizado pelos graduandos dos cursos de Psicologia, Jornalismo e Publicidade do Centro Universitário Cesmac, sob a coordenação do Professor Ms Cláudio Jorge Gomes de Morais, realizou-se na última sexta, dia 17 de abril, a primeira visita à comunidade foco da pesquisa, agora denominada de Condomínio Residencial Recanto da Ilha, no município de Marechal Deodoro (AL).

Os graduandos presentes Alessandra Matos, Franciele Miranda, Williane dos Santos Sotero, Gustavo Santos, Raphael Sohsten e Lucas Luke, juntamente com o coordenador do projeto, realizaram o primeiro contato com a comunidade por meio de visitas e reconhecimento da área, contatando moradores e levantando o território, tendo por resultado a necessidade de elaboração do cronograma de atividades a serem desenvolvidas na localidade, marcando-se reunião prevista para a próxima quinta feira, dia 23, a partir das 17hs, na instituição de ensino, para o desenvolvimento do respectivo projeto.


Veja mais aqui e aqui.


A BIOGRAFIA DE FREUD, PETER GAY


FREUD – O livro Freud: uma vida para o nosso tempo, de Peter Gay, trata de temas como os fundamentos (12856-1905), uma ânsia de conhecimento, matéria para lembranças, a teoria em formação, histéricos, autoanálise, psicanálise, o segredo dos sonhos, uma psicologia para psicólogos, um mapa para a sexualidade, elaborações: esboço de um pioneiro preparado para o combate, prazeres dos sentidos, os estrangeiros, política psicanalítica, Jung: o príncipe herdeiro, interlúdio americano, Jung: o inimigo, terapia e técnica, duas lições clássicas, em causa própria: a política do Homem dos Lobos, um manual para técnicos, questões de gosto, fundações da sociedade, mapeando a mente, revisões, agressões, coisas abrangentes e importantes, paz inquieta, morte: experiência e teoria, Eros e o ego: seus inimigos, a morte contra a vida, insinuações de mortalidade, o preço da popularidade, vitalidade, luzes trêmulas em continentes negros, dilemas de médico, a mulher, o continente negro, a natureza humana em atividade, morrer em liberdade, contra as ilusões, civilização: o transe humano, os abomináveis americanos, morrer em liberdade, a política da catástrofe, o desafio como identidade, a morte de um estoico, entre outros assuntos.

REFERÊNCIA:
GAY, Peter. Freud: uma vida para o nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.


Veja mais aqui.